Metabolismo
DiabetesMetabolismo08/10/2026Pré-diabetes: o que muda no prato, e por que cortar o doce não resolve sozinho
No pré-diabetes, os estudos que evitaram o diabetes não testaram só a retirada do doce: testaram um conjunto de perda de peso, menos gordura, mais fibra e atividade física, que reduziu o risco em 58%. A perda de peso foi a peça que mais contou, a fibra entre 25 e 30 g por dia tem recomendação da diretriz brasileira, e o açúcar que mais pesa é o que vem no copo, em refrigerante e suco. Chia não mexeu na glicose nos ensaios, a linhaça mexeu pouco e o psyllium teve efeito modesto em quem tem pré-diabetes.
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Viralizou: o que a evidência dizDiabetesMetabolismo03/10/2026Viralizou: vinagre baixa a glicose de quem tem diabetes?
Circula nas redes que tomar vinagre todo dia baixa a glicose de quem tem diabetes. Nos estudos, o vinagre baixou a glicose de jejum de quem tem diabetes tipo 2 e diminuiu a subida da glicose logo depois da refeição, mas não mudou a hemoglobina glicada, a medida que conta para o controle, e a maioria dos estudos tem qualidade baixa. Ele não substitui remédio e, tomado todo dia, pode desgastar os dentes.
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DiabetesMetabolismo29/09/2026Quem tem diabetes pode comer fruta? Quais, quanto e o que muda de verdade na glicose
Fruta inteira não piora o diabetes tipo 2. Nos ensaios que testaram isso, comer mais fruta baixou a glicemia de jejum e, em alguns, a hemoglobina glicada, e quem come mais fruta morre menos e tem menos complicações. O que muda a glicose é a forma (suco e açaí com xarope não são fruta), a quantidade por vez e o tipo. Explico quais frutas do dia a dia pesam mais, quanto é uma porção e como eu decido isso na consulta.
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DiabetesMetabolismo25/09/2026Tenho diabetes e quero engravidar: o que fazer antes, segundo a nova diretriz
A Sociedade Brasileira de Diabetes atualizou em 2026 a orientação para mulheres com diabetes que pensam em engravidar: com a hemoglobina glicada acima de 9%, a recomendação é adiar a gravidez e usar anticoncepção até o controle melhorar. Explico por que a glicada do início da gestação pesa tanto no risco de malformação, qual meta as diretrizes pedem, quais remédios mudam antes, inclusive as canetas de emagrecer, e o que entra na preparação.
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ObesidadeMetabolismo21/09/2026Caneta de emagrecimento e perda de músculo: o que os estudos mostram e o que muda o resultado
Quem está usando caneta de emagrecimento ouve que ela derrete músculo. Os estudos que mediram isso com densitometria mostram, na média, que entre 25% e 35% do peso perdido é massa magra, proporção parecida com a de quem emagrece com placebo ou só com mudança de estilo de vida. Entre um ensaio e outro a variação é grande, e o texto mostra o tamanho dela. Ou seja, o fenômeno é do emagrecimento, não do medicamento. Explico o que os números mostram, por que massa magra não é a mesma coisa que músculo, e o que mudou a proporção nos estudos: treino de força.
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ObesidadeMetabolismo19/09/2026Caneta emagrecedora no SUS: o que foi anunciado e o que ainda não existe
O ministro da Saúde anunciou que o SUS vai ofertar canetas emagrecedoras, e a manchete saiu em todo lugar. O documento que está valendo hoje, porém, é uma portaria de setembro de 2025 que decidiu o contrário. Explico o que existe de fato neste momento, por que a conta mudou em 1 ano, o que a semaglutida entrega em perda de peso e em proteção do coração, quanto do peso volta quando o tratamento para, e o que a notícia muda, ou não muda, para quem já tem motivo para tratar.
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MenopausaMetabolismoObesidade08/09/2026A barriga mudou na menopausa e a balança não mexeu. Por que isso acontece?
A queixa é sempre a mesma: o peso é o de sempre, mas a roupa não serve mais na cintura. Não é impressão. Na menopausa a gordura muda de endereço, e essa mudança tem data: a gordura visceral, a de dentro do abdome, começa a subir na transição e cresce cerca de 6% ao ano, enquanto a cintura medida com fita cresce quase igual antes, durante e depois. Explico por que o estrogênio decide onde a gordura fica, por que a balança é um péssimo marcador aqui, o que a reposição hormonal faz e não faz com essa barriga, e qual exercício tem efeito medido.
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DiabetesMetabolismo07/09/2026Caminhar depois de comer baixa o pico de glicose? O que os estudos mostram
Circulou que caminhar de 2 a 5 minutos depois da refeição derruba o pico de glicose. A direção está certa e é das poucas orientações de estilo de vida com efeito medido de imediato: caminhada leve reduziu a glicose depois da refeição em cerca de 17% na média dos estudos, e ficar apenas em pé rendeu bem menos. Explico de onde vem esse número, por que o horário importa mais do que a duração, de quanto em quanto tempo vale levantar, e o que esses estudos ainda não provaram.
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ObesidadeMetabolismo06/09/2026Parei a caneta e o peso voltou: por que isso acontece
Quando a caneta é suspensa, boa parte do peso perdido volta, e isso está medido: cerca de dois terços em 1 ano nos estudos com semaglutida. Não é falta de disciplina, é o corpo defendendo o peso antigo com fome maior e gasto de energia menor. Explico o que a evidência mostra sobre continuar, reduzir a dose ou parar, o que o exercício consegue de verdade, e a pergunta que vale fazer antes de começar.
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OssoMetabolismo02/09/2026Pele mais escura precisa de mais sol e mais vitamina D?
A melanina reduz de verdade a produção de vitamina D na pele, e quem tem pele mais escura chega a exames mais baixos com o mesmo sol. O que quase não se conta é a outra metade: a proteína que carrega a vitamina no sangue também é menor, a fração ativa acaba parecida, a densidade óssea é maior e a fratura é menos frequente. O risco maior aqui não é ficar sem sol, é ser tratado por um número calibrado em outra população.
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ObesidadeMetabolismo31/08/2026Caneta de emagrecimento faz o cabelo cair? O que os estudos mostram e o que fazer
A queda de cabelo com as canetas de emagrecimento existe, está na bula brasileira e é bem menos comum do que a repercussão sugere. Ela acompanha a velocidade da perda de peso e a carência nutricional que vem junto, não uma agressão do remédio ao fio, começa cerca de 3 meses depois do gatilho e se resolve na maioria das pessoas, inclusive em quem continua o tratamento. A parte que se corrige é a nutricional, e é por ela que eu começo.
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DiabetesMetabolismo30/08/2026Relógio que mede glicose sem furar o dedo: por que a Anvisa diz que nenhum é autorizado
A Anvisa voltou a dizer nesta semana que não existe relógio nem anel inteligente autorizado no Brasil para medir glicose sem furar a pele. Não é burocracia atrasada: a tecnologia ainda não alcança a precisão que uma decisão de dose exige, e um número errado no pulso pode virar uma aplicação de insulina errada. Vale separar três aparelhos que costumam ser confundidos, porque só um deles não funciona.
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DiabetesObesidadeMetabolismo29/08/2026Caneta de emagrecimento protege o coração? O que o estudo da tirzepatida realmente mostrou
A agência americana aprovou nesta sexta a tirzepatida (Mounjaro) para reduzir risco de infarto e derrame em adultos com diabetes tipo 2. O estudo que sustenta a decisão comparou a tirzepatida com outra caneta que já protegia o coração, e não com placebo. Nessa comparação ela empatou por cima, sem que a vantagem chegasse a se firmar. É uma notícia boa e mais estreita do que a manchete sugere, e no Brasil a bula ainda não mudou.
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DiabetesMetabolismo28/08/2026Diabetes tipo 5: por que existe um diabetes de quem é magro, e o que o Brasil vai começar a procurar
Existe uma forma de diabetes que aparece em pessoas jovens e muito magras, que não é autoimune como o tipo 1 e não tem resistência à insulina como o tipo 2. Ela ganhou o nome de tipo 5 em 2025 e o Brasil anunciou nesta semana que vai começar a procurá-la, a partir do Norte e do Nordeste. O que está em jogo não é uma doença nova: é gente que já tem diabetes e carrega o rótulo errado.
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Endocrinologia pediátricaObesidadeMetabolismo27/08/2026Caneta de emagrecimento em adolescente: quem pode usar e o que ainda não se sabe
A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou em agosto um documento sobre o uso de canetas emagrecedoras antes dos 18 anos, e a pergunta chegou junto ao consultório. As três canetas que o documento cita não valem a mesma coisa para um menor de idade: duas têm indicação a partir dos 12 anos, com critérios estreitos, e a terceira só entra na adolescência para diabetes, não para peso. E a evidência que existe olhou por pouco tempo.
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DiabetesMetabolismo24/08/2026Manchas escuras no pescoço: não é sujeira, é um sinal que pede exame de sangue
A mancha aveludada e escurecida no pescoço, nas axilas e nas dobras tem nome, acantose nigricans, e esfregar não resolve: a cor vem da pele mais grossa respondendo à insulina alta. No Brasil ela é critério formal para pedir o exame de rastreamento de diabetes.
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DiabetesMetabolismo23/08/2026Sensor de glicose no braço: quem precisa de um (e quem não ganha nada)
O sensor de glicose no braço tem indicação forte no diabetes tipo 1 e no tipo 2 tratado com insulina. Fora disso a evidência é fraca, e em quem não tem diabetes ela praticamente não existe. O que o aparelho mede, por que ele discorda do exame de sangue e como decidir.
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DiabetesObesidadeMetabolismo21/08/2026Diabetes tipo 2: por que tratar o peso passou a ser parte do tratamento
A Sociedade Brasileira de Diabetes atualizou em 19 de agosto de 2026 a diretriz de tratamento do diabetes tipo 2, e a mudança principal é de alvo: cuidar da gordura corporal deixou de ser conselho de rodapé e virou recomendação formal, ao lado do controle da glicose. Explico o que a diretriz passou a recomendar e para quem, por que a gordura que se infiltra nos órgãos importa mais do que o número da balança, o que a perda de peso faz com o diabetes segundo os estudos, onde a evidência é forte e onde ela é mais dividida do que o noticiário sugere, o que acontece quando o remédio é interrompido, e a conversa que essa mudança traz para dentro da consulta.
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ObesidadeMetabolismo20/08/2026Lipedema ou obesidade? Por que as pernas não emagrecem junto com o resto
Lipedema é a doença do tecido gorduroso que mais se confunde com obesidade: atinge quase só mulheres, dói, deixa roxo fácil e resiste à dieta, e as duas podem existir ao mesmo tempo na mesma pessoa. Explico como ele se diferencia da obesidade e do linfedema no exame, o que aconteceu com a dor de 49 mulheres que perderam mais de 70 por cento do excesso de peso na cirurgia bariátrica, o que o tratamento conservador entrega de verdade, e por que o consenso brasileiro e a revisão internacional discordam sobre a ordem do tratamento e sobre quando considerar cirurgia, e por que as canetas de emagrecimento ainda não são resposta para isso.
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ObesidadeDiabetesMetabolismo19/08/2026Genérico da semaglutida aprovado: dá para trocar de caneta?
A Anvisa registrou em 17 de agosto de 2026 a primeira caneta genérica de semaglutida do país, mais uma versão similar. Explico o que muda de verdade: por que a palavra genérico não é detalhe burocrático e sim o que autoriza a farmácia a trocar, o que a agência exige para registrar uma cópia de peptídeo, o que os primeiros estudos comparativos mostraram, o que as três sociedades médicas brasileiras já disseram sobre isso, e os três detalhes práticos que quase ninguém leu na nota oficial: a indicação aprovada é diabetes tipo 2, a dose vai só até 1 miligrama por semana, e a caneta precisa ficar na geladeira do começo ao fim.
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DiabetesMetabolismoOsso18/08/2026Vitamina D reverte o pré-diabetes? O que a manchete deixa de fora
A notícia de que a vitamina D aumenta em 27% a chance de reverter o pré-diabetes circulou em vários sites nesta semana. Explico o que o estudo realmente mediu, por que 14 de cada 100 pessoas voltaram ao normal tomando só placebo, quantas precisam tomar o suplemento para uma se beneficiar, por que o maior ensaio isolado não encontrou efeito, onde as duas maiores diretrizes internacionais discordam entre si, por que a diretriz brasileira do pré-diabetes não cita vitamina D em nenhum ponto, e como eu decido isso junto com a pessoa no consultório.
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ColesterolMetabolismo15/08/2026Colesterol: por que a maioria dos infartos não acontece em quem tem o número mais alto
O risco do colesterol não tem degrau: ele sobe em rampa, sem faixa em que zere. Explico por que a maior parte dos infartos da população vem de quem tem colesterol apenas razoável, o que aconteceu com 36 mil pessoas classificadas como baixo risco, por que no Brasil a taxa de morte por colesterol alto caiu enquanto o número de mortes subiu, e o que isso muda na decisão de tratar ou esperar.
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DiabetesMetabolismo12/08/2026Diabetes e o rim: a complicação silenciosa que um exame de urina encontra anos antes
O rim é o órgão que o diabetes costuma machucar primeiro e avisar por último. Entre 20% e 40% das pessoas com diabetes desenvolvem doença renal, e no Brasil quase um terço de quem está em diálise tem diabetes. O que quase ninguém conta é que existe um exame de urina barato que encontra o problema anos antes de qualquer sintoma, e que a maioria das pessoas com diabetes nunca fez. Explico o que a albumina na urina significa, por que um resultado alterado precisa ser repetido, o que os quatro grupos de remédios que protegem o rim conseguem fazer, o que o SUS oferece hoje e o que ficou de fora, e por que a creatinina que sobe no começo do tratamento costuma ser boa notícia.
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Metabolismo11/08/2026Fadiga adrenal existe? O que o exame de cortisol mostra e o que ele não mostra
Fadiga adrenal não é diagnóstico reconhecido, e a revisão sistemática que foi checar isso é brasileira: de 3.470 trabalhos, 58 foram analisados, e os resultados se contradiziam sem sustentar a existência da condição. O cansaço, porém, é real e merece investigação de verdade. O ponto que quase ninguém explica é que o cortisol trabalha em turno, com valores altos pela manhã e baixos à noite, então uma medida isolada no sangue ou na saliva pode vir alta, normal ou baixa na mesma pessoa. A SBEM diz que esse exame não serve para medir estresse e não é exame de check-up. E o tratamento que costuma ser oferecido carrega uma ironia: corticoide em dose alta por tempo prolongado pode atrofiar as glândulas e produzir a insuficiência adrenal, que é a doença de verdade.
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Metabolismo09/08/2026Adoçante faz mal? O que os estudos mostram e o que eu oriento na consulta
A manchete de 2023 dizia que a Organização Mundial da Saúde desaconselhou adoçantes, e muita gente entendeu que era melhor voltar ao açúcar. A própria recomendação diz o contrário disso. Nos estudos em que as pessoas trocam açúcar por adoçante, o peso cai cerca de 1 kg, e a queda é proporcional à quantidade de açúcar substituída. Quando a comparação é com água, não há diferença nenhuma, o que revela de onde vem o benefício. As pesquisas que associam adoçante a diabetes e a problemas de coração têm um problema conhecido, que é quem já tem risco maior usar mais adoçante. Sobre o aspartame e o câncer, e sobre o eritritol e a trombose, os números ajudam mais que as manchetes.
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DiabetesMetabolismo08/08/2026Pré-diabetes: o que esse resultado quer dizer e quando entra remédio
Pré-diabetes assusta mais do que deveria e é levado a sério menos do que deveria, quase sempre ao mesmo tempo. O dado que muda a conversa é que, acompanhando quem tem o diagnóstico por dez anos, voltar ao normal foi cerca de três vezes mais comum do que progredir para diabetes. Isso não faz da faixa um lugar seguro: o risco sobe junto com a glicemia, sem esperar o corte de 126, e complicações de coração e de olho já aparecem em excesso antes do diagnóstico. Mudança de estilo de vida é o único tratamento que já provou reduzir infarto, complicação de rim e olho e mortalidade décadas depois. Entre os remédios, a metformina é a única com essa prevenção escrita em bula no Brasil, e as canetas têm os maiores números de prevenção já medidos, com uma condição que muda tudo.
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ObesidadeMetabolismo07/08/2026Bariátrica ou caneta de emagrecimento: como se escolhe entre as duas
A procura por cirurgia bariátrica caiu no Brasil desde que as canetas de emagrecimento viraram assunto, e a conta que sustenta essa mudança não fecha. Na vida real a cirurgia ainda tira duas a três vezes mais peso, e o que separa os dois caminhos aparece quando o tratamento termina. Cada um cobra um preço, e o da cirurgia é o que menos aparece nas comparações. Existem critérios objetivos para os dois no Brasil, e cada vez mais eles se somam em vez de competir.
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Endocrinologia pediátricaObesidadeMetabolismo06/08/2026Obesidade infantil: o que muda quando a conta é da família inteira
Uma em cada cinco crianças e adolescentes no Brasil já tem excesso de peso. O tratamento com melhor evidência não é uma dieta para a criança, é uma mudança que envolve a casa toda, e a quantidade de acompanhamento importa mais do que o método escolhido. Existem hoje dois medicamentos aprovados no Brasil a partir dos 12 anos, com critérios estreitos e uma regra de parada que pouca gente conhece.
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Gordura no fígadoMetabolismo05/08/2026Gordura no fígado: quando é só um achado e quando é problema
Gordura no fígado aparece em cerca de 1 a cada 3 adultos e quase nunca dá sintoma. O que decide o prognóstico não é a quantidade de gordura que o ultrassom descreve, é a cicatriz que ela pode ter deixado no fígado. Existe uma conta simples, feita com exames de sangue que você provavelmente já tem, que separa quem pode ficar tranquilo de quem precisa investigar mais.
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DiabetesObesidadeMetabolismo04/08/2026Caneta de emagrecimento em quem tem diabetes tipo 1: dá para usar?
Diabetes tipo 1 não é contraindicação das canetas de GLP-1: a lista de contraindicações da bula brasileira da semaglutida tem um item só, e não é esse. O medicamento trata a obesidade, não substitui a insulina. No estudo mais recente com semaglutida, a perda de peso foi de quase nove quilos e a dose diária de insulina caiu perto de um quarto. O medo de cetoacidose foi herdado de outra classe de remédios, e o risco real tem nome e situação.
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InfertilidadeMetabolismo02/08/2026SOP agora é SOMP: por que a síndrome nunca foi só um problema de ovário
Um consenso internacional publicado em maio de 2026 propôs trocar o nome síndrome dos ovários policísticos por síndrome ovariana metabólica poliendócrina. Os critérios de diagnóstico continuam os mesmos. Explico o que o nome novo tenta corrigir, por que o ultrassom sozinho engana nos dois sentidos, o que a condição faz com a insulina mesmo em mulheres magras, e o que o tratamento resolve de fato.
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ObesidadeMetabolismo29/07/2026Obesidade é doença? O que muda com a nova diretriz brasileira
A nova diretriz brasileira trata a obesidade como doença crônica e progressiva, deixa de decidir tudo pelo IMC e permite começar o tratamento com medicação mais cedo. Explico o que isso muda na prática: por que a medida da cintura entrou na conta, o que os estudos mostram sobre o peso voltar quando o tratamento para, e por que a meta de perder pelo menos 10% importa mais pelos exames do que pela balança.
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ObesidadeMetabolismo28/07/2026Jejum intermitente funciona mesmo? O que os estudos mostram
O jejum intermitente é uma das estratégias mais populares para emagrecer, e também uma das mais cercadas de promessa. Explico o que a evidência randomizada mostra quando o jejum é comparado com a dieta tradicional de restrição de calorias: quanto peso ele realmente faz perder a mais, o que acontece com colesterol, triglicerídeos e glicemia, por que o efeito some nos estudos mais longos, e para quem essa estratégia costuma fazer sentido.
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DiabetesObesidadeMetabolismo26/07/2026Diabetes tipo 2 tem cura? O que é remissão de verdade (e por que a diferença importa)
As redes sociais estão cheias de promessas de cura do diabetes tipo 2, e as sociedades médicas brasileiras vieram a público alertar sobre isso. A ciência tem uma resposta melhor e mais honesta: cura não, mas remissão sim, para uma parte das pessoas, com perda de peso estruturada. Explico o que é remissão pela definição aceita, quantos conseguem, quanto tempo costuma durar e por que continuar se acompanhando não é opcional.
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ColesterolMetabolismo25/07/2026Colesterol alto: quando é caso de remédio (e quando dá para começar pela mudança de hábito)
Descobriu o colesterol alto no exame e a primeira dúvida é se vai precisar tomar remédio para sempre. Explico o que realmente decide essa conversa: não é só o número do LDL isolado, e sim o seu risco cardiovascular somado. E respondo à pergunta que quase todo mundo faz no consultório: estatina causa dor muscular?
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ObesidadeMetabolismo24/07/2026Canetas de emagrecimento e massa muscular: você perde músculo? Como se proteger
Um consenso europeu reacendeu a dúvida de quem usa as canetas de emagrecimento: será que junto com a gordura eu estou perdendo músculo? Explico, com base na ciência, quanto de massa magra se perde de fato, por que essa proporção é parecida com a de qualquer emagrecimento grande, e o que realmente protege o seu músculo: comer proteína suficiente e fazer treino de força.
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DiabetesMetabolismo23/07/2026Insulina glargina e NPH: qual a diferença entre as duas
Não, glargina não é NPH nem insulina regular: é um análogo de ação prolongada, com outro tempo de ação no corpo. Explico a diferença entre as duas, se uma controla o diabetes melhor do que a outra (o controle da glicose é parecido) e onde está a vantagem real da glargina, que é a redução das hipoglicemias, principalmente as noturnas e as graves. Inclui o que muda com a oferta de glargina pelo SUS para crianças, adolescentes e idosos.
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Metabolismo22/07/2026Alimentos ultraprocessados fazem mal de verdade? O que a ciência mostra
Um estudo brasileiro estimou que os ultraprocessados estão por trás de cerca de 57 mil mortes precoces por ano no país. Mas o que a ciência realmente mostra sobre esses alimentos? Explico, sem terrorismo alimentar, por que o risco é real e graduado, o que ele significa para o diabetes e o coração, e o que dá para fazer na prática.
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ObesidadeDiabetesMetabolismo20/07/2026Ozivy, o 'genérico' do Ozempic: o primeiro semaglutida nacional é confiável?
O Ozivy, primeira semaglutida nacional (EMS), já está à venda no Brasil por cerca de metade do preço do Ozempic. Explico se dá para confiar, por que ele não é a mesma coisa que caneta manipulada, e um ponto que pouca gente sabe: ele é aprovado para diabetes, não para emagrecer.
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ObesidadeMetabolismo19/07/2026Canetas de emagrecer manipuladas: por que eu e as sociedades médicas alertamos
Me somo ao alerta da SBEM, SBD e ABESO sobre as canetas de emagrecer manipuladas e de origem alternativa. Explico o que a ciência mostra sobre os riscos e como usar o tratamento com segurança.
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