Dr. Márcio GesterEndocrinologista · CRM-PA 14727 ← Início
Ilustração em linhas finas douradas e azul-claras sobre fundo azul-marinho: no centro, a tireoide em forma de borboleta com quatro pequenas glândulas destacadas em dourado, ligada por um traço a um rim abaixo; à esquerda, comprimidos brancos sem rótulo; à direita, uma caneta de aplicação genérica. Sem texto, sem pessoas e sem marcas.

Hipoparatireoidismo: o novo remédio aprovado pela Anvisa é para quem?

Em resumo: a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou a palopegteriparatida (Yorvipath), a primeira reposição do paratormônio aprovada no Brasil para o hipoparatireoidismo crônico, a falta desse hormônio que costuma aparecer depois da cirurgia de tireoide 9. No principal estudo, 79% de quem usou o remédio ficou com o cálcio normal e sem precisar de vitamina D ativa nem de cálcio em alta dose, contra 5% no grupo placebo, e o cálcio da urina caiu para perto da metade em 1 ano 1,2. Isso importa por causa do rim: entre as pessoas tratadas com comprimidos, cerca de 15% acabam com pedra ou depósito de cálcio nos rins 4. As recomendações ainda colocam o cálcio com vitamina D ativa como primeiro passo e reservam o remédio novo para quem não fica bem controlado 6. O efeito no osso a longo prazo ainda está sendo estudado, e a chegada às farmácias está prevista para o início de 2027 7,9.

Por Dr. Márcio Gester · Endocrinologista · CRM-PA 14727 · RQE 9424 · atualizado em 24/09/2026

O que saiu na mídia

Em 23 de setembro de 2026, a Agência Brasil noticiou que a Anvisa publicou o registro da palopegteriparatida para adultos com hipoparatireoidismo crônico. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) tratou a aprovação como um avanço importante e lembrou que o medicamento ainda não está à venda: a previsão é o início de 2027, depois da definição de preço 9.

A notícia é boa e é real. O risco é a leitura de que o remédio substitui o cálcio para todo mundo que tirou a tireoide. Não é isso que os estudos testaram, nem o que as recomendações dizem.

O que falta no hipoparatireoidismo, e por que o cálcio não cobre tudo

As paratireoides são quatro glândulas do tamanho de um grão de arroz, coladas atrás da tireoide. Elas produzem o paratormônio (PTH), e é por isso que a cirurgia de tireoide é a causa mais comum da falta dele: as glândulas podem ser retiradas junto ou perder a circulação durante a operação.

O PTH faz três trabalhos ao mesmo tempo. Ele manda o rim segurar o cálcio em vez de jogá-lo na urina, ativa a vitamina D e libera cálcio do osso quando falta no sangue. Sem ele, o cálcio do sangue cai, e aparecem formigamento em volta da boca e nas mãos, cãibra e, nos casos graves, espasmo muscular e convulsão.

O tratamento convencional repõe o resultado e não o hormônio: cálcio em comprimido e vitamina D já ativada, o calcitriol, para o intestino absorver mais 6. Ele levanta o cálcio do sangue, mas não devolve ao rim a ordem de segurar o cálcio. Todo cálcio a mais que entra acaba saindo pela urina, e é aí que o tratamento cobra o seu preço.

O preço do tratamento com comprimidos: o rim

O rim é o ponto fraco do tratamento convencional. Uma revisão que juntou 93 estudos e quase 19 mil pessoas com hipoparatireoidismo crônico encontrou pedra ou depósito de cálcio nos rins em cerca de 15% das pessoas e perda de função renal em cerca de 12% 4. Os números variaram de um estudo para outro, e esses são os valores típicos.

Num banco de dados americano com mais de 8 mil pessoas com a doença, o cálculo renal foi 81% mais frequente do que em pessoas sem hipoparatireoidismo, em 5 anos de acompanhamento. Entre quem fez exame de imagem dos rins, o depósito de cálcio no próprio tecido renal apareceu em 2,6% de quem tinha a doença e em 0,5% de quem não tinha 5.

Na minha leitura, é o rim que muda a conversa. O controle do cálcio do sangue é o que a pessoa sente, porque é ele que dá formigamento e cãibra. O cálcio da urina é o que ela não sente, e é ele que decide como o rim vai estar daqui a 10 anos. A pergunta que eu faço a quem trata hipoparatireoidismo há anos é quando foi o último exame de urina de 24 horas e a última imagem dos rins. Muitas vezes a resposta é que nunca foram feitos.

O que o remédio novo faz

A palopegteriparatida é o pedaço ativo do PTH preso a uma molécula que o solta devagar ao longo do dia. Uma injeção diária, com caneta, embaixo da pele, mantém o hormônio no sangue de forma contínua 1,10. A diferença para o tratamento convencional é o hormônio voltar a dar as três ordens, inclusive a de o rim segurar o cálcio.

O que os estudos mostraram

O remédio controlou o cálcio e permitiu largar o tratamento convencional em quase todos. No estudo principal, 84 adultos com hipoparatireoidismo crônico foram sorteados: 3 em cada 4 receberam o remédio e 1 em cada 4 recebeu injeção igual sem o hormônio, e ninguém sabia quem estava em qual grupo. Todos mantinham o cálcio e a vitamina D ativa, reduzidos conforme o exame permitia 1.

Os resultados em 26 semanas 1:

Cálcio normal sem tratamento convencional:79% no grupo do remédio, contra 5% no grupo placebo. "Sem tratamento convencional" quer dizer nenhuma vitamina D ativa e no máximo 600 mg de cálcio por dia.
Independência do tratamento convencional:93% no grupo do remédio.
Cálcio na urina:voltou à faixa normal, em média.
Qualidade de vida:melhoraram os sintomas próprios da doença, medidos por questionário, e a capacidade física.

Com 1 ano, 81% seguiam com o cálcio normal sem tratamento convencional, e ninguém precisou voltar à vitamina D ativa. O cálcio da urina caiu, em média, de 376 para 195 mg por dia 2.

Com 2 anos, 97% seguiam independentes do tratamento convencional, o cálcio da urina ficou em média abaixo de 160 mg por dia e não houve caso de pedra nos rins atribuído ao remédio. A filtração dos rins subiu em média cerca de 13% em relação ao início 3. Esse dado do rim pede leitura cuidadosa: depois das 26 primeiras semanas todos passaram a usar o remédio, sem grupo de comparação, e a análise do rim foi feita depois do estudo, e não planejada desde o início. É um sinal animador, e não uma prova de que o remédio protege o rim.

Fora dos estudos, numa série de 92 pacientes tratados em hospitais gregos, 58% largaram o cálcio e a vitamina D ativa em cerca de 1 mês, e o cálcio da urina caiu de 246 para 165 mg por dia 8.

O que ele ainda não mostrou, e o que pode causar

O remédio tem riscos próprios, e os mais sérios giram em torno do ajuste da dose. Na bula aprovada nos Estados Unidos, os efeitos mais frequentes nas primeiras 26 semanas foram reação no local da injeção (39%), queda de pressão ao levantar, tontura ou palpitação (28%) e dor de cabeça (21%) 10. O cálcio passou do normal em algum exame em 54% de quem usou o remédio, e 8% tiveram sintomas de cálcio alto, todos nos 3 primeiros meses 10. A fase de início é a que exige exame de sangue frequente.

A bula americana também deixa claro onde o remédio não foi estudado ou não é indicado 10:

Logo depois da cirurgia:ele não foi estudado na falta de PTH das primeiras semanas após a operação, fase em que as glândulas às vezes ainda voltam a funcionar.
Risco de tumor ósseo:como outros derivados do PTH, não é recomendado para quem tem risco aumentado de osteossarcoma, como quem já fez radioterapia envolvendo o esqueleto, tem doença de Paget ou teve câncer nos ossos.
Digoxina:quem usa esse remédio para o coração precisa de controle mais próximo, porque o cálcio alto aumenta a toxicidade dela.
Crianças:segurança e eficácia não foram estabelecidas.

O osso é a pergunta em aberto. A falta de PTH deixa o osso mais denso que o normal para a idade, e o remédio faz a densidade cair em direção à média. Em 3 anos de acompanhamento ela continuou acima da média para a idade 7. Os autores leem isso como o esqueleto voltando ao funcionamento natural, mas o efeito em fratura, depois de muitos anos de uso, ainda não foi medido.

Os números desta seção vêm da bula americana. A bula brasileira nasce com o registro recém-publicado e pode trazer diferenças.

Para quem o remédio é

As recomendações internacionais de 2025 mantêm o cálcio com vitamina D ativa como primeiro tratamento e posicionam a palopegteriparatida como opção importante quando o tratamento convencional não controla bem ou não é tolerado 6. A SBEM lista quem tende a se beneficiar mais 9:

Quem está com o cálcio estável, a urina dentro da meta e os rins bem, com um esquema de comprimidos que consegue seguir, é justamente quem menos tem a ganhar com a troca.

Como a troca entra na prática, quando entra

O remédio não entra de uma vez no lugar do cálcio. Nos estudos, as pessoas só começaram depois de o tratamento convencional levar o cálcio do sangue acima de um mínimo de segurança, e a dose da injeção subiu aos poucos enquanto o cálcio e o calcitriol eram reduzidos, sempre guiados pelo exame de sangue 1,10. Nas primeiras semanas os exames são frequentes, porque é quando aparecem tanto o cálcio alto quanto o baixo.

Depois de estável, o acompanhamento continua com cálcio do sangue, urina de 24 horas e função dos rins, como no tratamento antigo. E quem para o remédio, por qualquer motivo, volta ao cálcio e ao calcitriol com controle muito próximo, porque a transição de volta também pode derrubar o cálcio.

Um erro comum, e compreensível, é aumentar o cálcio por conta própria toda vez que o formigamento aparece. Alivia na hora, mas cada comprimido a mais que o corpo não precisa vai parar na urina. Quem sente formigamento com frequência não precisa de mais comprimido por conta própria: precisa de um tratamento revisto, e é nesse grupo que o remédio novo tem mais a oferecer.

A escolha que é sua

Para quem tem hipoparatireoidismo e está razoavelmente controlado, a decisão real, quando o remédio chegar, fica entre dois caminhos defensáveis.

O primeiro é seguir com o cálcio e o calcitriol, ajustando para manter o cálcio da urina dentro da meta. Ele poupa a injeção diária, o custo de um medicamento novo e a incerteza sobre o osso a longo prazo. Custa os comprimidos várias vezes ao dia, os dias de formigamento e um risco para o rim que se acumula em silêncio.

O segundo é trocar pela reposição do hormônio. Ela poupa a maior parte dos comprimidos e mostrou o cálcio da urina perto do normal. Custa uma agulha todos os dias, uma fase inicial de exames frequentes e um preço que ainda nem foi definido no Brasil.

Nenhum estudo mede o que decide entre os dois: quanto pesa na rotina de cada pessoa tomar comprimido várias vezes ao dia, como ela se sente com uma injeção diária para o resto da vida, quanto os dias de formigamento atrapalham o trabalho e o sono, e quanto vale para ela reduzir um risco renal que ainda não deu sinal. Eu, pessoalmente, penso primeiro no rim quando a urina de 24 horas vem alta mesmo com o tratamento bem ajustado. Mas essa é a minha inclinação, não a recomendação: para quem está bem com os comprimidos e tem os rins preservados, continuar como está é uma escolha tão boa quanto trocar.

Em resumo, o que eu diria numa consulta

A palopegteriparatida é a primeira reposição do hormônio da paratireoide aprovada no Brasil para o hipoparatireoidismo crônico, e nos estudos permitiu a quase todos largar a vitamina D ativa e o cálcio em alta dose, com o cálcio da urina caindo para perto da metade 1,2. O tratamento convencional continua sendo o primeiro passo, e o remédio novo é reservado para quem não fica bem controlado, elimina cálcio demais na urina, tem os rins comprometidos ou sofre com o tratamento atual 6,9. Os riscos principais são cálcio alto ou baixo na fase de ajuste e reação no local da injeção, e o efeito no osso a longo prazo ainda está em estudo 7,10.

A frase para levar embora: o tratamento do hipoparatireoidismo se julga pelo cálcio da urina e pelo rim, e não só pelo cálcio do sangue.

Se você tirou a tireoide, toma cálcio e calcitriol e não sabe como estão a urina de 24 horas e os seus rins, vale colocar isso na pauta da próxima consulta, com ou sem remédio novo.

Quando procurar um endocrinologista

Vale procurar avaliação se você tem hipoparatireoidismo e sente formigamento ou cãibra com frequência, se precisa aumentar o cálcio por conta própria para ficar bem, se o exame de urina de 24 horas mostrou cálcio alto, se já teve pedra nos rins ou perda de função renal, se nunca fez imagem dos rins desde o diagnóstico, se o fósforo do sangue vem alto, ou se toma tantos comprimidos por dia que tem dificuldade de seguir o tratamento. Também vale se você operou a tireoide, continua com cálcio meses depois e ninguém confirmou se a falta de PTH é definitiva. Na consulta dá para rever o controle, pedir os exames que faltam e discutir se a reposição do hormônio faz sentido no seu caso quando chegar. Nenhuma troca de tratamento se decide pela internet: o que dá para levar daqui são as perguntas certas.


Conteúdo informativo, de caráter educativo. Não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou a prescrição individualizada. Quem tem hipoparatireoidismo não deve reduzir nem suspender o cálcio ou o calcitriol sem orientação médica, porque a queda do cálcio no sangue pode ser grave.

Se você tem hipoparatireoidismo e quer saber se o seu tratamento está protegendo os rins e se a reposição do hormônio faz sentido para você, agende uma avaliação com um endocrinologista.

Leia também

Fontes científicas

  1. Khan AA, Rubin MR, Schwarz P, Vokes T, Shoback DM, Gagnon C, et al. Efficacy and Safety of Parathyroid Hormone Replacement With TransCon PTH in Hypoparathyroidism: 26-Week Results From the Phase 3 PaTHway Trial. J Bone Miner Res. 2023;38(1):14-25. doi:10.1002/jbmr.4726.
    https://doi.org/10.1002/jbmr.4726 · PubMed 36271471
  2. Clarke BL, Khan AA, Rubin MR, Schwarz P, Vokes T, Shoback DM, et al. Efficacy and Safety of TransCon PTH in Adults With Hypoparathyroidism: 52-Week Results From the Phase 3 PaTHway Trial. J Clin Endocrinol Metab. 2025;110(4):951-960. doi:10.1210/clinem/dgae693.
    https://doi.org/10.1210/clinem/dgae693 · PubMed 39376010
  3. Rejnmark L, Gosmanova EO, Khan AA, Sprague S, Shoback DM, Kohlmeier L, et al. Sustained improvement in renal function with palopegteriparatide in adults with chronic hypoparathyroidism: 2-year results from the phase 3 PaTHway-trial. J Bone Miner Res. 2026;41(9):922-933. doi:10.1093/jbmr/zjag085.
    https://doi.org/10.1093/jbmr/zjag085 · PubMed 42166177
  4. Yao L, Hui X, Li M, Li J, Ahmed MM, Lin C, et al. Complications, Symptoms, Presurgical Predictors in Patients With Chronic Hypoparathyroidism: A Systematic Review. J Bone Miner Res. 2022;37(12):2642-2653. doi:10.1002/jbmr.4673.
    https://doi.org/10.1002/jbmr.4673 · PubMed 36375810
  5. Ketteler M, Chen K, Gosmanova EO, Signorovitch J, Mu F, Young JA, et al. Risk of Nephrolithiasis and Nephrocalcinosis in Patients with Chronic Hypoparathyroidism: A Retrospective Cohort Study. Adv Ther. 2021;38(4):1946-1957. doi:10.1007/s12325-021-01649-2.
    https://doi.org/10.1007/s12325-021-01649-2 · PubMed 33704680
  6. Khan AA, Ali DS, Bilezikian JP, Björnsdottir S, Collins MT, Cusano NE, et al. Best practice recommendations for the diagnosis and management of hypoparathyroidism. Metabolism. 2025;171:156335. doi:10.1016/j.metabol.2025.156335.
    https://doi.org/10.1016/j.metabol.2025.156335 · PubMed 40581321
  7. Rubin MR, Clarke BL, Hofbauer LC, Khan A, Schwarz P, Vokes T, et al. Palopegteriparatide for Adults with Chronic Hypoparathyroidism: Skeletal Dynamics Through 3 yr of the Phase 2 paTH Forward Trial. J Bone Miner Res. 2026. doi:10.1093/jbmr/zjag013.
    https://doi.org/10.1093/jbmr/zjag013 · PubMed 41636590
  8. Yavropoulou MP, Tournis S, Chondrogianni ME, Florakis D, Chrisoulidou A, Adamidou F, et al. Real-world data for effectiveness and safety of palopegteriparatide in patients with chronic hypoparathyroidism: the PaTH REAL study. Eur J Endocrinol. 2026;195(2):372-383. doi:10.1093/ejendo/lvag145.
    https://doi.org/10.1093/ejendo/lvag145 · PubMed 42656047
  9. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Anvisa aprova nova terapia de reposição hormonal para o tratamento do hipoparatireoidismo (setembro de 2026)
    https://www.endocrino.org.br/noticias/anvisa-aprova-nova-terapia-de-reposicao-hormonal-para-o-tratamento-do-hipoparatireoidismo/
  10. Yorvipath (palopegteriparatide), bula aprovada pela FDA, agência reguladora dos Estados Unidos (DailyMed): indicação, limitações de uso, advertências e reações adversas
    https://dailymed.nlm.nih.gov/dailymed/drugInfo.cfm?setid=a1fa23fd-c434-443e-9a17-5750578c8602

Fontes jornalísticas

Dúvidas dos leitores

Tirei a tireoide e tomo cálcio e calcitriol há anos, com os exames bons. Devo pedir para trocar?

Não necessariamente. As recomendações internacionais continuam colocando cálcio e vitamina D ativa como primeiro tratamento, e reservam a reposição do hormônio para quem não consegue manter o cálcio do sangue e da urina estáveis, tem sintomas frequentes, cálcio alto na urina, pedra ou perda de função nos rins, ou não tolera as doses de comprimido. Quem está bem controlado tem pouco a ganhar em trocar por uma injeção diária de custo alto. Vale revisar na consulta o exame de urina de 24 horas e a imagem dos rins, que é onde o tratamento convencional costuma cobrar o seu preço.

Se o remédio já foi aprovado, por que ainda não dá para comprar?

Porque o registro é só a primeira etapa. Depois dele, o preço máximo precisa ser definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) e a empresa precisa começar a distribuir. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia informou que a previsão é de chegada ao mercado no início de 2027. Até lá, e mesmo depois, nada muda no tratamento atual sem avaliação: suspender o cálcio ou o calcitriol por conta própria pode causar queda grave do cálcio no sangue.

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