Dr. Márcio GesterEndocrinologista · CRM-PA 14727 ← Início
Ilustração em linhas finas douradas e azul-claras sobre fundo azul-marinho: uma fileira de 7 quadrados como os dias de uma semana, com só o último preenchido em dourado, e abaixo uma caneta de aplicação genérica deitada. Sem texto, sem pessoas e sem marcas.

Insulina semanal: já existe no Brasil, e quem pode trocar a diária?

Em resumo: a FDA (Food and Drug Administration), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou em 24/09/2026 a insulina efsitora (Onswik), de aplicação semanal, para adultos com diabetes tipo 2 13. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já registrou outra insulina semanal, a icodeca (Awiqli), em março de 2025, para adultos com diabetes tipo 1 e tipo 2, mas em março de 2026 a fabricante ainda não tinha data para lançá-la aqui 10,12. No diabetes tipo 2, as duas controlaram a glicose tão bem quanto a insulina diária, às vezes um pouco melhor, com hipoglicemia rara nos dois lados 1,2,4. No diabetes tipo 1, a hipoglicemia ficou mais frequente com as duas semanais 8,9. O ganho real é trocar cerca de 365 aplicações por ano por 52, o que pesa mais para quem esquece ou adia a insulina diária.

Por Dr. Márcio Gester · Endocrinologista · CRM-PA 14727 · RQE 9424 · atualizado em 27/09/2026

O que saiu na mídia

Em 25/09/2026, veículos brasileiros noticiaram a aprovação da efsitora nos Estados Unidos, com a promessa de mais de 300 injeções a menos por ano. A informação é correta: segundo a fabricante, é a quarta aprovação do remédio, depois da União Europeia, do México e do Japão, e ele deve chegar às farmácias americanas nos próximos meses 13. O Brasil não está nessa lista.

O que quase não apareceu nas notícias é que o Brasil já tem uma insulina semanal registrada, de outra fabricante, e com uma indicação mais ampla que a das duas semanais nos Estados Unidos. A dúvida prática de quem usa insulina hoje não é sobre a efsitora: é se a troca vale a pena, e quando.

Como uma insulina dura uma semana

A insulina semanal não é uma dose grande que o corpo gasta aos poucos. A molécula da icodeca foi modificada para se prender à albumina, a proteína mais abundante do sangue, e ficar ali como num depósito inativo, soltando-se devagar e sem parar ao longo dos dias 11. A meia-vida dela é de cerca de 7 dias, e o efeito fica estável depois de 2 a 4 semanas de uso 11.

Isso explica ao mesmo tempo a vantagem e o cuidado. A vantagem é o efeito constante com uma única aplicação. O cuidado é que o ajuste também é lento: uma dose alta demais não some no dia seguinte, e uma correção leva semanas para aparecer inteira. Por isso a bula brasileira desaconselha mexer na dose semanal durante uma doença aguda ou numa mudança curta de dieta ou de atividade física 11.

O que os estudos mostraram no diabetes tipo 2

No diabetes tipo 2, a insulina semanal controlou a glicose tão bem quanto a diária, e em alguns estudos um pouco melhor. Os resultados, pela hemoglobina glicada, o exame que reflete a média da glicose dos últimos 3 meses:

Quem começava insulina, icodeca contra glargina:em 1 ano, a glicada caiu de 8,50% para 6,93% com a semanal e de 8,44% para 7,12% com a diária, e a glicose ficou dentro da faixa de 70 a 180 mg/dL, medida por sensor, em 71,9% do tempo contra 66,9% 1.
O mesmo, sem ninguém saber o que usava:comparada à degludeca, cada grupo recebeu também um placebo no esquema do outro. A glicada foi de 8,6% para 7,0% com a semanal e de 8,5% para 7,2% com a diária 2.
Efsitora contra degludeca, em quem começava insulina:8,21% para 6,97% contra 8,24% para 7,05%, resultado equivalente 4.
Quem já usava insulina basal diária e trocou pela efsitora:a queda da glicada foi equivalente à de quem seguiu com a degludeca 6.
Quem já usava insulina basal e insulina nas refeições:a efsitora no lugar da glargina deixou a glicada praticamente igual, 7,17% contra 7,18% 7.

A hipoglicemia relevante, abaixo de 54 mg/dL ou que precisou de ajuda de outra pessoa, foi rara nos dois lados. No estudo da icodeca em quem começava insulina, foram cerca de 0,30 episódio por pessoa por ano com a semanal e 0,16 com a glargina, ou seja, algo como 1 episódio a cada 3 anos contra 1 a cada 6 anos 1. Nos estudos da efsitora, as taxas foram semelhantes às da insulina diária 4,6,7.

Dois resultados tocam no que a semanal promete de fato, que é tornar a insulina mais fácil. Com a icodeca ajustada por um aplicativo de dose, a glicada caiu mais que com as basais diárias e a satisfação com o tratamento foi maior 3. E com a efsitora em doses fixas, com só 4 degraus possíveis, o número típico de ajustes de dose em 1 ano foi 2, contra 8 com a glargina, com o mesmo controle e menos hipoglicemia: cerca de 1 episódio a cada 2 anos, contra quase 1 por ano 5.

No diabetes tipo 1, a semanal tropeça

No diabetes tipo 1 a glicose ficou tão controlada quanto com a diária, mas a hipoglicemia aumentou com as duas semanais. Com a icodeca, a glicada caiu de forma equivalente à da degludeca, e os episódios de hipoglicemia relevante foram cerca de 20 por pessoa por ano, contra cerca de 10 com a diária 8. Com a efsitora, foram 14,0 contra 11,6 episódios por pessoa por ano, com as taxas mais altas nas primeiras 12 semanas, e a hipoglicemia grave, que precisa de ajuda de terceiros, atingiu 10% dos participantes contra 3% em 1 ano 9.

Uma explicação provável está no mesmo mecanismo que faz a semanal durar: no tipo 1, a necessidade de insulina muda de um dia para o outro com exercício, alimentação e doença, e uma basal que não pode ser reduzida para o dia seguinte tem menos margem para acompanhar essas mudanças.

Aqui as agências discordam, e a discordância é informação. Nos Estados Unidos, a icodeca foi aprovada só para o tipo 2 12, e a efsitora também, com o aviso da fabricante de que ela não deve ser usada no tipo 1 pelo risco de hipoglicemia grave 13. No Brasil, a icodeca foi registrada para adultos com tipo 1 e tipo 2, e no tipo 1 sempre junto com a insulina rápida das refeições 10,11. Com os mesmos estudos da icodeca em mãos, a agência americana deixou o tipo 1 de fora e a brasileira o incluiu, o que põe a decisão, no tipo 1, nas mãos do médico e da pessoa, caso a caso.

Na minha leitura, no tipo 1 a troca fica reservada a situações muito específicas, e quem está bem com a basal diária hoje tem pouco a ganhar e bastante a perder.

O que existe no Brasil hoje

Hoje existe o registro, mas não o remédio na farmácia. A icodeca está registrada pela Anvisa desde 07/03/2025, em caneta preenchida com 700 unidades por mL, para adultos com diabetes tipo 1 e tipo 2 10. Em março de 2026, a fabricante informou que ela ainda não tinha data de lançamento no Brasil 12. A efsitora não aparece entre as aprovações anunciadas pela fabricante, que listou Estados Unidos, União Europeia, México e Japão 13.

Na prática, para quem usa insulina hoje, nada muda ainda. As basais diárias, como a glargina e a degludeca, continuam sendo o tratamento disponível, e são bem estudadas.

Para quem a insulina semanal faz mais sentido

A semanal faz mais diferença para quem tem dificuldade com a diária, não para quem já está bem controlado. Nos estudos, a glicada com a semanal ficou igual ou pouco melhor que com a diária 1,2,4. Essa diferença não muda a vida de quem já aplica a basal todo dia, sem falhas. O que muda é a regularidade para quem falha.

Os perfis em que eu vejo mais vantagem, com diabetes tipo 2:

A pergunta que eu faço antes de pensar em trocar é simples: quantas vezes, na última semana, a insulina ficou para depois? Quando a resposta é "nenhuma", a troca tem pouco a oferecer. Quando é "várias", a conversa muda.

Como a troca entra na prática

A troca segue uma conta da bula, e as primeiras semanas pedem mais glicemia medida. Para quem já usa basal uma ou duas vezes ao dia, a dose semanal da icodeca é a dose diária total multiplicada por 7, arredondada para dezenas 11. Na primeira aplicação pode entrar uma dose extra única de 50%, para chegar mais rápido ao efeito estável; no tipo 2 ela é opcional, no tipo 1 a bula a recomenda sempre, e em nenhum dos dois ela se repete na segunda semana 11. Para quem nunca usou insulina e tem tipo 2, a dose inicial é de 70 unidades por semana, ajustada uma vez por semana pela glicemia de jejum 11.

Na minha leitura, para quem já usa a insulina diária, o momento mais seguro para trocar é depois que a dose dela já se estabilizou. Com a insulina diária, cada ajuste aparece em poucos dias, e a semanal entra quando já se sabe de quanto a pessoa precisa.

Alguns cuidados práticos vêm da bula 11:

Remédio que também baixa glicose:quem usa sulfonilureia, como glibenclamida ou gliclazida, costuma precisar, com orientação médica, reduzir ou suspender esse comprimido, porque somado à insulina ele aumenta o risco de hipoglicemia. Nos estudos ele foi suspenso ou teve a dose reduzida à metade.
Dia de doença, de alimentação ou de exercício fora do habitual:a dose semanal não se ajusta nessas situações de curta duração. O manejo é outro, como comer um lanche a mais ou ajustar os outros remédios, e deve ser combinado com o médico.
A caneta é concentrada:a dose sobe de 10 em 10 unidades e se confere no número do contador, nunca contando os cliques. Conferir a dose, principalmente nas duas primeiras aplicações, evita um erro que a bula descreve: repetir a dose extra da primeira semana.
Gravidez:não há experiência com a icodeca na gestação, e a bula orienta suspendê-la em quem deseja engravidar.
Menores de 18 anos:segurança e eficácia não foram estabelecidas.

O erro que eu mais quero evitar é tratar a semanal como se fosse diária: aumentar a dose por conta própria depois de um ou dois dias de glicemia alta. Com uma insulina que leva semanas para mostrar o efeito inteiro de cada ajuste, a correção apressada é o caminho mais curto para a hipoglicemia na semana seguinte.

A escolha que é sua

Para quem tem diabetes tipo 2 e usa basal diária, quando a semanal chegar, a decisão real fica entre dois caminhos defensáveis.

O primeiro é seguir com a insulina diária. Ele poupa a fase de troca, com mais glicemias medidas nas primeiras semanas, mantém a possibilidade de ajustar a dose de um dia para o outro e evita pagar por um remédio novo. Custa uma aplicação por dia, todos os dias.

O segundo é trocar pela semanal. Ela poupa mais de 300 aplicações por ano e, nos estudos, manteve o controle com hipoglicemia rara no tipo 2. Custa um ajuste mais lento, o cuidado com a caneta concentrada e um preço ainda desconhecido no Brasil.

Nenhum estudo mede o que decide entre os dois: quanto a agulha diária pesa na rotina de cada pessoa, quantas vezes ela deixa a insulina para depois, se quem aplica é ela ou um cuidador, e quanto vale a flexibilidade de mexer na dose amanhã. Eu, pessoalmente, vejo na semanal a melhor opção para quem tem tipo 2 e esquece aplicações da diária. Mas essa é a minha inclinação, não a recomendação: para quem aplica a diária sem falhas e está bem controlado, continuar como está é uma escolha tão boa quanto trocar.

Em resumo, o que eu diria numa consulta

No diabetes tipo 2, a insulina semanal controla a glicose tão bem quanto a diária, com hipoglicemia rara, e troca 365 aplicações por ano por 52 1,2,4,6. No tipo 1, ela aumentou a hipoglicemia nos dois estudos, e fica para casos selecionados 8,9. No Brasil, a icodeca está registrada desde 2025, mas em março de 2026 ainda não tinha data de chegada às farmácias; a efsitora, aprovada agora nos Estados Unidos, não está entre as aprovações anunciadas pela fabricante 10,12,13.

A frase para levar embora: a insulina semanal não controla melhor, ela facilita, e o quanto isso vale depende de quanto a diária pesa para você.

Se você usa insulina e ela fica para depois com frequência, esse é um bom motivo para conversar sobre o tratamento agora, com ou sem insulina semanal.

Quando procurar um endocrinologista

Vale procurar avaliação se você usa insulina basal e esquece ou adia as aplicações com frequência, se a glicada segue acima da meta mesmo com a insulina, se tem hipoglicemias repetidas ou noturnas, se depende de outra pessoa para aplicar e a rotina diária está difícil, ou se o seu médico indicou insulina e você tem adiado começar pela ideia da injeção diária. Também vale se você tem diabetes tipo 1 e quer saber se alguma insulina nova faz sentido para você, ou se pretende engravidar e usa insulina. Na consulta dá para rever o esquema, ajustar as doses e discutir se a semanal é uma opção quando chegar. Nenhuma troca de insulina se decide pela internet: o que dá para levar daqui são as perguntas certas.


Conteúdo informativo, de caráter educativo. Não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou a prescrição individualizada. Não troque, suspenda nem mude a dose da sua insulina sem orientação médica: a troca entre insulinas tem regras de conversão de dose, e errar nelas pode causar hipoglicemia grave ou glicose muito alta.

Se você usa insulina e quer saber se a insulina semanal faz sentido para o seu caso, agende uma avaliação com um endocrinologista.

Leia também

Fontes científicas

  1. Rosenstock J, Bain SC, Gowda A, Jódar E, Liang B, Lingvay I, et al. Weekly Icodec versus Daily Glargine U100 in Type 2 Diabetes without Previous Insulin. N Engl J Med. 2023;389(4):297-308. doi:10.1056/NEJMoa2303208.
    → https://doi.org/10.1056/NEJMoa2303208 · PubMed 37356066
  2. Lingvay I, Asong M, Desouza C, Gourdy P, Kar S, Vianna A, et al. Once-Weekly Insulin Icodec vs Once-Daily Insulin Degludec in Adults With Insulin-Naive Type 2 Diabetes: The ONWARDS 3 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2023;330(3):228-237. doi:10.1001/jama.2023.11313.
    → https://doi.org/10.1001/jama.2023.11313 · PubMed 37354562
  3. Bajaj HS, Aberle J, Davies M, Donatsky AM, Frederiksen M, Yavuz DG, et al. Once-Weekly Insulin Icodec With Dosing Guide App Versus Once-Daily Basal Insulin Analogues in Insulin-Naive Type 2 Diabetes (ONWARDS 5): A Randomized Trial. Ann Intern Med. 2023;176(11):1476-1485. doi:10.7326/M23-1288.
    → https://doi.org/10.7326/M23-1288 · PubMed 37748181
  4. Wysham C, Bajaj HS, Del Prato S, Franco DR, Kiyosue A, Dahl D, et al. Insulin Efsitora versus Degludec in Type 2 Diabetes without Previous Insulin Treatment. N Engl J Med. 2024;391(23):2201-2211. doi:10.1056/NEJMoa2403953.
    → https://doi.org/10.1056/NEJMoa2403953 · PubMed 39254740
  5. Rosenstock J, Bailey T, Connery L, Miller E, Desouza C, Wang Q, et al. Weekly Fixed-Dose Insulin Efsitora in Type 2 Diabetes without Previous Insulin Therapy. N Engl J Med. 2025;393(4):325-335. doi:10.1056/NEJMoa2502796.
    → https://doi.org/10.1056/NEJMoa2502796 · PubMed 40548694
  6. Philis-Tsimikas A, Bergenstal RM, Bailey TS, Jinnouchi H, Thrasher JR, Ilag LL, et al. Once-weekly insulin efsitora alfa versus once-daily insulin degludec in adults with type 2 diabetes currently treated with basal insulin (QWINT-3): a phase 3, randomised, non-inferiority trial. Lancet. 2025;405(10497):2279-2289. doi:10.1016/S0140-6736(25)01044-X.
    → https://doi.org/10.1016/S0140-6736(25)01044-X · PubMed 40562047
  7. Blevins T, Dahl D, Pérez Manghi FC, Murthy S, Ortiz Carrasquillo R, Li X, et al. Once-weekly insulin efsitora alfa versus once-daily insulin glargine U100 in adults with type 2 diabetes treated with basal and prandial insulin (QWINT-4): a phase 3, randomised, non-inferiority trial. Lancet. 2025;405(10497):2290-2301. doi:10.1016/S0140-6736(25)01069-4.
    → https://doi.org/10.1016/S0140-6736(25)01069-4 · PubMed 40562048
  8. Russell-Jones D, Babazono T, Cailleteau R, Engberg S, Irace C, Kjaersgaard MIS, et al. Once-weekly insulin icodec versus once-daily insulin degludec as part of a basal-bolus regimen in individuals with type 1 diabetes (ONWARDS 6): a phase 3a, randomised, open-label, treat-to-target trial. Lancet. 2023;402(10413):1636-1647. doi:10.1016/S0140-6736(23)02179-7.
    → https://doi.org/10.1016/S0140-6736(23)02179-7 · PubMed 37863084
  9. Bergenstal RM, Weinstock RS, Mathieu C, Onishi Y, Vijayanagaram V, Katz ML, et al. Once-weekly insulin efsitora alfa versus once-daily insulin degludec in adults with type 1 diabetes (QWINT-5): a phase 3 randomised non-inferiority trial. Lancet. 2024;404(10458):1132-1142. doi:10.1016/S0140-6736(24)01804-X.
    → https://doi.org/10.1016/S0140-6736(24)01804-X · PubMed 39270686
  10. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Awiqli (insulina icodeca): novo registro, publicado em 07/03/2025
    → https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/awiqli-insulina-icodeca-novo-registro
  11. Awiqli (insulina icodeca), bula profissional brasileira (Novo Nordisk, versão 20251002 v.03): indicações, posologia, troca de insulina basal, dose esquecida, gravidez
    → https://www.novonordisk.com.br/content/dam/nncorp/br/pt/pdfs/bulas/hcp/awiqli-bula-profissional.pdf
  12. Novo Nordisk Brasil. Awiqli aprovado nos EUA para adultos com diabetes tipo 2, comunicado de 27/03/2026, com a situação do lançamento no Brasil
    → https://www.novonordisk.com.br/noticias-e-imprensa/busca-noticias/awiqli-aprovado-nos-eua-o-primeiro-e-unico-tratamento-com-insulina-basal-de-aplicacao-semanal-para-adultos-com-diabetes-tipo-2.html
  13. Eli Lilly. Aprovação do Onswik (insulina efsitora alfa) pela FDA para adultos com diabetes tipo 2, comunicado de 24/09/2026
    → https://www.prnewswire.com/news-releases/us-food-and-drug-administration-fda-approves-lillys-onswik-insulin-efsitora-alfa-gobe-a-once-weekly-basal-insulin-injection-treatment-for-adults-living-with-type-2-diabetes-302888473.html

Fontes jornalísticas

Dúvidas dos leitores

Uso glargina há anos, a glicose está boa e eu nunca esqueço a aplicação. Vale trocar quando a semanal chegar?

Não necessariamente. Nos estudos, a insulina semanal controlou a glicose tão bem quanto a diária, e não melhor de forma que mude a vida de quem já está bem controlado. O ganho dela é outro: menos aplicações, e mais regularidade para quem esquece ou adia a diária. Para quem está bem, sem esquecimentos e sem incômodo com a rotina, continuar como está é uma escolha tão boa quanto trocar, e poupa a fase de ajuste das primeiras semanas.

Se eu usar a semanal e esquecer o dia da aplicação, o que acontece?

A bula brasileira da icodeca orienta aplicar a dose esquecida assim que possível. Se ainda faltarem pelo menos 4 dias até o dia habitual da próxima, volta-se ao dia de sempre; se faltarem menos, o novo dia passa a ser o da aplicação atrasada. Nesse período vale acompanhar a glicemia de jejum. Nunca aplique duas doses próximas para compensar, e em caso de dúvida sobre a dose ou o dia, fale com quem prescreveu antes de aplicar.

Tem uma dúvida sobre o tema? Escreva abaixo. As perguntas são lidas pelo Dr. Márcio e as selecionadas podem virar tema de novos textos (aparecem aqui sem identificar quem enviou). Não escreva dados pessoais ou de saúde que identifiquem você. Este espaço é educativo e não substitui uma consulta nem gera resposta médica individual.