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Ilustração em linhas finas sobre fundo azul-marinho: uma borboleta, forma que lembra a tireoide, com a asa esquerda em traço dourado e iluminado e a asa direita só em pontilhado azul-claro, sugerindo que apenas metade é tratada. Sem texto, sem pessoas e sem marcas.

Câncer de tireoide descoberto cedo: precisa tirar a tireoide inteira e fazer iodo?

Em resumo: o carcinoma papilífero, o câncer de tireoide mais comum, costuma ter prognóstico excelente quando é descoberto cedo, com mortalidade semelhante à da população geral na maioria das pessoas tratadas de forma adequada 9. A diretriz da Associação Americana de Tireoide de 2025 indica a retirada de só metade da glândula nos tumores de até 2 cm, sem sinais de agressividade e sem linfonodo comprometido 1. Numa análise de 61.775 pessoas com tumores de 1 a 4 cm, a sobrevida foi a mesma com metade ou com a glândula inteira 2. E dois ensaios mostraram que o iodo radioativo pode ser dispensado no câncer de baixo risco sem aumentar a recidiva 3,4.

Por Dr. Márcio Gester · Endocrinologista · CRM-PA 14727 · RQE 9424 · atualizado em 29/09/2026

O que saiu na mídia

Em 28/09/2026, o diagnóstico de carcinoma papilífero de tireoide em estágio inicial de um cantor conhecido, com cirurgia prevista para outubro, circulou em vários veículos. As matérias trouxeram, em geral, o que é certo: a maioria dos nódulos de tireoide é benigna, o papilífero é o tipo mais comum e o diagnóstico cedo melhora o prognóstico.

O que quase nenhuma matéria disse é que "cirurgia para câncer de tireoide" deixou de ser uma coisa só. Nos últimos anos, a extensão da operação e a necessidade de iodo radioativo passaram a depender do tamanho e das características do tumor, e em boa parte dos casos iniciais o tratamento ficou menor. Não comento o caso de nenhuma pessoa em particular, porque ele depende de exames que só a equipe dela conhece; o que segue vale como mapa geral.

Por que o papilífero descoberto cedo assusta mais do que ameaça

O carcinoma papilífero cresce devagar, e na maioria das pessoas fica restrito à tireoide por muitos anos. O dado que melhor mostra isso vem de um hospital japonês que acompanhou, sem operar de imediato, 1.235 pessoas com tumores papilíferos de até 1 cm, por uma média de mais de 6 anos: nenhuma teve metástase à distância e nenhuma morreu da doença durante o acompanhamento 6.

Uma revisão sistemática feita para embasar a diretriz americana chegou à mesma direção: nos tumores pequenos de baixo risco, acompanhar e operar de imediato tiveram mortalidade e recidiva igualmente baixas, embora os estudos disponíveis sejam, na maioria, de qualidade metodológica limitada 5.

Na minha leitura, a pergunta que mais importa depois da punção não é "é câncer?", e sim "que tamanho de tratamento esse câncer pede?". A palavra câncer chega com o peso de outros tumores, e no papilífero inicial esse peso costuma ser maior que o risco real.

O que mudou na cirurgia: metade da tireoide passou a bastar

A diretriz americana de 2025 recomenda, com recomendação forte, que o tumor de até 2 cm, sem invasão para fora da tireoide e sem metástase, seja operado com a retirada de só um lobo, a metade da glândula onde ele está, a lobectomia 1. A retirada total fica para quem tem câncer nos dois lados ou outra indicação específica 1.

Entre 2 e 4 cm, com as mesmas características de baixo risco, a lobectomia pode ser a cirurgia preferida por ter menos risco e menos efeitos colaterais, mas a diretriz aceita que a equipe e o paciente escolham a retirada total para permitir o iodo ou facilitar o acompanhamento 1. Nessa faixa, as duas cirurgias são legítimas.

O que sustenta a mudança é que tirar mais tireoide não fez viver mais. Numa base de dados americana com 61.775 pessoas com carcinoma papilífero de 1 a 4 cm, acompanhadas por cerca de 7 anos, a sobrevida foi a mesma com a retirada total e com a lobectomia, inclusive quando os tumores foram separados em até 2 cm e entre 2 e 4 cm 2.

Uma consequência prática: se o laudo da cirurgia mostrar um tumor mais agressivo do que parecia, a diretriz admite uma segunda operação para retirar o lobo que ficou 1. Esse é o risco que a lobectomia carrega e que precisa estar na conversa antes.

O que cada cirurgia custa e o que cada uma poupa

A lobectomia poupa, antes de tudo, as complicações da cirurgia dos dois lados. Uma complicação típica da retirada total é a queda do cálcio por lesão das paratireoides, as glândulas pequenas que ficam coladas à tireoide e controlam o cálcio do sangue; por isso a diretriz orienta preservar essas glândulas na cirurgia e, depois da retirada total, repor cálcio e vitamina D guiando-se pelo exame de paratormônio 1. Operando um lado só, o outro par de paratireoides e o nervo da voz do outro lado ficam intocados.

A lobectomia também poupa, na maioria das pessoas, o hormônio pelo resto da vida. Segundo a diretriz, cerca de 22% passam a ter alterado o TSH, o hormônio que a hipófise usa para comandar a tireoide, depois da lobectomia e cerca de 4% desenvolvem hipotireoidismo com sintomas; o risco é maior em quem já tinha anticorpos contra a tireoide ou TSH no limite alto antes de operar 1. A diretriz é explícita num ponto: o risco de hipotireoidismo não justifica, por si só, tirar a glândula inteira 1. Na retirada total, a levotiroxina é obrigatória para sempre.

A retirada total, por sua vez, poupa a possibilidade de uma segunda cirurgia e permite dar iodo radioativo, se ele for necessário 1. E simplifica o acompanhamento com a tireoglobulina, uma proteína do sangue que funciona como marcador do tecido de tireoide e que, sem glândula nenhuma, deve ficar muito baixa 1.

Iodo radioativo: de rotina a exceção no câncer de baixo risco

Por muito tempo, o iodo radioativo foi dado de rotina a boa parte de quem retirava a tireoide por câncer. Dois ensaios mudaram isso para o câncer de baixo risco.

No ensaio francês, pessoas com câncer de tireoide de baixo risco que tinham feito a retirada total foram sorteadas para receber ou não o iodo. Em 3 anos, 95,6% das que não receberam e 95,9% das que receberam estavam sem nenhum sinal de doença, e o estudo concluiu que dispensar o iodo não foi pior que usá-lo 3.

No ensaio britânico, com 504 pessoas e acompanhamento de quase 7 anos, a proporção sem recidiva em 5 anos foi de 97,9% sem iodo e 96,3% com iodo 4. A conclusão dos autores foi que o iodo pode ser evitado nos tumores pequenos e médios sem linfonodo comprometido e sem características adversas 4.

Com base nisso, a diretriz americana de 2025 passou a recomendar, com força alta e evidência de alta certeza, que o iodo não seja usado de rotina depois da retirada total no câncer de baixo risco 1. Ele continua indicado quando o risco de voltar é alto e quando há metástase 1.

Um erro comum que eu corrijo com frequência é tratar o iodo radioativo como a "quimioterapia" que todo câncer de tireoide precisa. Ele é um tratamento com indicação precisa, e a decisão sai do laudo da cirurgia, não do diagnóstico.

E o câncer bem pequeno, de até 1 cm?

Para o carcinoma papilífero de até 1 cm, sem sinais de agressividade e longe da traqueia e do nervo da voz, a diretriz de 2025 aceita a vigilância ativa: acompanhar com ultrassom em vez de operar de imediato 1. É uma recomendação condicional, com evidência de baixa certeza, e a diretriz exige que a decisão seja compartilhada entre paciente e equipe 1.

O acompanhamento é por ultrassom do pescoço a cada 6 meses por 1 a 2 anos, depois anual 1. A cirurgia passa a ser indicada se o tumor crescer 3 mm ou mais, se aparecer linfonodo comprometido, se surgir invasão para fora da tireoide, ou se a pessoa ficar ansiosa demais, não conseguir manter o acompanhamento ou preferir operar 1.

A idade pesa. No acompanhamento japonês, o tumor cresceu menos em quem tinha 60 anos ou mais e mais em quem tinha menos de 40 6. Isso faz das pessoas mais velhas as candidatas mais confortáveis, sem excluir os mais jovens, porque operar depois que o tumor cresce continuou dando bom resultado 6.

Já contei aqui no blog que, se o diagnóstico fosse comigo, eu escolheria operar em vez de observar. Repito aqui porque essa escolha continua sendo só a minha preferência, e não a recomendação.

O que o Brasil mostrou

O consenso brasileiro sobre nódulos e câncer diferenciado de tireoide, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), é de 2013 e já apontava o desafio central: identificar quem precisa de tratamento mais agressivo e poupar a maioria de procedimentos desnecessários 9. Ele é anterior à diretriz americana de 2025 e aos dois ensaios de iodo, então não se posiciona sobre o que eles trouxeram; o que existe entre um e outro é defasagem de data, e não uma posição brasileira contrária.

Dois estudos brasileiros mais recentes trouxeram dado local. Em Belo Horizonte, num estudo que ofereceu vigilância ativa a 80 adultos com microcarcinoma papilífero de baixo risco, só 15 escolheram logo a cirurgia e 12 a vigilância; 53, ou 66%, preferiram ouvir primeiro a opinião do médico antes de decidir, e depois que o médico disse preferir a vigilância, 50 delas escolheram acompanhar 7. Em cerca de 2 anos e meio de acompanhamento, 1 de 70 pessoas em vigilância teve progressão 7.

Uma análise de custos feita em São Paulo para o Sistema Único de Saúde (SUS) estimou que, em 30 anos, a vigilância ativa sai mais barata que a cirurgia imediata, e a retirada total é a opção mais cara das três 8. Os autores concluíram que o custo não deveria ser obstáculo para oferecer a vigilância no Brasil 8.

Como fica o acompanhamento depois

Depois da cirurgia, o acompanhamento é feito principalmente com ultrassom do pescoço, o primeiro entre 6 e 12 meses após o tratamento inicial, e os seguintes num intervalo que depende do risco de a doença voltar 1.

Um ponto que mudou: manter o TSH abaixo do normal com dose alta de levotiroxina, a chamada supressão, deixou de ser sugerida a longo prazo para quem tem câncer de baixo ou intermediário risco e está sem sinais de doença 1. Para quem está bem, a reposição passa a mirar um TSH dentro da faixa normal, sem o excesso de hormônio que a supressão exigia 1.

Na prática, depois da cirurgia eu olho o laudo da anatomia patológica antes de tudo: é ele que diz se o tumor era mesmo de baixo risco, se precisa de iodo e com que frequência o ultrassom vai se repetir. Uma pergunta que eu faço nessa consulta é o que a pessoa entendeu do laudo, porque muitas vezes ela chega achando que o câncer é maior do que ele é.

A escolha que é sua

Para um carcinoma papilífero entre 2 e 4 cm, sem sinais de agressividade e sem linfonodo comprometido, há dois caminhos defensáveis.

O primeiro é a lobectomia. Ela preserva metade da glândula, com boa chance de não precisar de hormônio, e evita as complicações da cirurgia dos dois lados 1. Custa a possibilidade de uma segunda operação se o laudo trouxer uma surpresa, e um acompanhamento em que a tireoglobulina ajuda menos 1.

O segundo é a retirada total. Ela resolve a glândula de uma vez, permite o iodo se o laudo pedir e simplifica o marcador de acompanhamento 1. Custa a levotiroxina pelo resto da vida e um risco maior de complicação com o cálcio e com a voz 1. Em sobrevida, os dois caminhos empataram na maior análise disponível 2.

Nenhum estudo mede o que decide entre eles: o quanto a pessoa se incomoda com a ideia de talvez voltar à sala de cirurgia, o quanto tomar um comprimido todos os dias pesa na vida dela, e o quanto a voz importa no trabalho, porque qualquer cirurgia de tireoide mexe perto do nervo que a controla. O estudo de Belo Horizonte mostra que a maioria das pessoas quer ouvir a opinião do médico antes de decidir 7; o meu papel é dar essa opinião com os números na mesa, e deixar a escolha com quem vai viver com ela.

Em resumo, o que eu diria numa consulta

O carcinoma papilífero descoberto cedo, sem sinais de agressividade, tem prognóstico excelente 9. Até 2 cm, a diretriz americana de 2025 indica retirar só metade da tireoide; entre 2 e 4 cm, metade ou a glândula inteira são escolhas legítimas, com a mesma sobrevida 1,2. O iodo radioativo deixou de ser rotina no câncer de baixo risco, porque dispensá-lo não aumentou a recidiva nos dois ensaios que testaram isso 1,3,4. Até 1 cm, acompanhar com ultrassom é uma opção aceita 1,5.

Se for para guardar uma coisa: no câncer de tireoide inicial, o tratamento certo é o proporcional ao tumor, e em muita gente ele ficou menor do que era.

Se você recebeu um resultado de punção com carcinoma papilífero e a cirurgia ainda não foi feita, esse é o momento de entender o tamanho do tratamento que o seu tumor pede.

Quando procurar um endocrinologista

Vale procurar avaliação se você tem um nódulo de tireoide com punção suspeita ou positiva para carcinoma papilífero e ainda não discutiu a extensão da cirurgia, se recebeu indicação de retirada total ou de iodo radioativo para um tumor pequeno e quer entender o porquê, se já operou e não sabe qual foi o risco do laudo, ou se faz reposição com TSH suprimido há anos sem saber se ainda precisa. Também vale se você sente um nódulo no pescoço que cresce, tem rouquidão que não passa ou dificuldade para engolir. Na consulta dá para ler o laudo com você, estimar o risco e discutir as opções com a equipe cirúrgica. Pela internet dá para entender o mapa; escolher o caminho pede a consulta.


Conteúdo informativo, de caráter educativo. Não substitui a consulta médica, o diagnóstico ou a prescrição individualizada. Não adie nem recuse uma cirurgia indicada, e não suspenda nem mude a dose da levotiroxina, sem conversar com a equipe que acompanha você: a decisão depende do laudo da punção, do ultrassom e da cirurgia.

Se você recebeu diagnóstico de câncer de tireoide inicial e quer entender as opções de tratamento para o seu caso, agende uma avaliação com um endocrinologista.

Leia também

Fontes científicas

  1. Ringel MD, Sosa JA, Baloch Z, Bischoff L, Bloom G, Brent GA, et al. 2025 American Thyroid Association Management Guidelines for Adult Patients with Differentiated Thyroid Cancer. Thyroid. 2025;35(8):841-985. doi:10.1177/10507256251363120.
    → https://doi.org/10.1177/10507256251363120 · PubMed 40844370
  2. Adam MA, Pura J, Gu L, Dinan MA, Tyler DS, Reed SD, et al. Extent of surgery for papillary thyroid cancer is not associated with survival: an analysis of 61,775 patients. Ann Surg. 2014;260(4):601-607. doi:10.1097/SLA.0000000000000925.
    → https://doi.org/10.1097/SLA.0000000000000925 · PubMed 25203876
  3. Leboulleux S, Bournaud C, Chougnet CN, Zerdoud S, Al Ghuzlan A, Catargi B, et al. Thyroidectomy without radioiodine in patients with low-risk thyroid cancer. N Engl J Med. 2022;386(10):923-932. doi:10.1056/NEJMoa2111953.
    → https://doi.org/10.1056/NEJMoa2111953 · PubMed 35263518
  4. Mallick U, Newbold K, Beasley M, Garcez K, Wadsley J, Johnson SJ, et al. Thyroidectomy with or without postoperative radioiodine for patients with low-risk differentiated thyroid cancer in the UK (IoN): a randomised, multicentre, non-inferiority trial. Lancet. 2025;406(10498):52-62. doi:10.1016/S0140-6736(25)00629-4.
    → https://doi.org/10.1016/S0140-6736(25)00629-4 · PubMed 40543520
  5. Chou R, Dana T, Haymart M, Leung AM, Tufano RP, Sosa JA, et al. Active surveillance versus thyroid surgery for differentiated thyroid cancer: a systematic review. Thyroid. 2022;32(4):351-367. doi:10.1089/thy.2021.0539.
    → https://doi.org/10.1089/thy.2021.0539 · PubMed 35081743
  6. Ito Y, Miyauchi A, Kihara M, Higashiyama T, Kobayashi K, Miya A. Patient age is significantly related to the progression of papillary microcarcinoma of the thyroid under observation. Thyroid. 2014;24(1):27-34. doi:10.1089/thy.2013.0367.
    → https://doi.org/10.1089/thy.2013.0367 · PubMed 24001104
  7. Rosario PW, Mourão GF, Calsolari MR. Active surveillance in adults with low-risk papillary thyroid microcarcinomas: a prospective study. Horm Metab Res. 2019;51(11):703-708. doi:10.1055/a-1015-6684.
    → https://doi.org/10.1055/a-1015-6684 · PubMed 31683339
  8. Faro FN, Bertelli AAT, Scalissi NM, Cury AN, Padovani RP, Ferraz C. Active surveillance versus immediate surgery in the management of low-risk papillary thyroid microcarcinoma: comparison of long-term costs in Brazil. Arch Endocrinol Metab. 2024;68:e230349. doi:10.20945/2359-4292-2023-0349.
    → https://doi.org/10.20945/2359-4292-2023-0349 · PubMed 39420891
  9. Rosário PW, Ward LS, Carvalho GA, Graf H, Maciel RM, Maciel LM, et al. Thyroid nodules and differentiated thyroid cancer: update on the Brazilian consensus. Arq Bras Endocrinol Metabol. 2013;57(4):240-264. doi:10.1590/S0004-27302013000400002.
    → https://doi.org/10.1590/S0004-27302013000400002 · PubMed 23828432

Dúvidas dos leitores

Se eu tirar só metade da tireoide, vou precisar tomar hormônio para sempre?

Na maioria das vezes, não. A metade que fica costuma dar conta sozinha da produção de hormônio. Pela diretriz americana de 2025, cerca de 22% das pessoas passam a ter um pouco alterado o TSH, o hormônio que comanda a tireoide, depois da cirurgia e cerca de 4% têm hipotireoidismo de verdade, com sintomas. O risco é maior em quem já tinha anticorpos contra a tireoide ou TSH no limite alto antes de operar. Quem tira a glândula inteira, por outro lado, precisa de reposição pelo resto da vida.

Iodo radioativo não é o que cura o câncer de tireoide? Por que eu não faria?

O iodo tem papel importante no câncer de tireoide com risco maior de voltar, e em quem tem metástase. No câncer pequeno, sem sinais de agressividade e totalmente retirado na cirurgia, dois ensaios em que o iodo foi sorteado entre os participantes, um francês e um britânico, não encontraram diferença de recidiva entre quem recebeu e quem não recebeu. Por isso a diretriz americana de 2025 deixou de recomendar o iodo de rotina nesse grupo. Quem decide se ele faz sentido no seu caso é a análise do laudo da cirurgia, feita com a equipe que acompanha você.

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